Domingo, Abril 18, 2010

Histórias das Copas do Mundo


COPA DO MUNDO 30

A Copa do Mundo da Fifa começou após Jules Rimet, então presidente do órgão, decidir criar um torneio internacional reunindo as melhores seleções do planeta. A primeira edição aconteceu em 1930 e ná época, 13 equipes convidadas participaram. Por ter sido campeão olímpico nos últimos dois anos, o Uruguai foi o país escolhido como sede da primeira Copa do Mundo. A taça do torneio levou o nome do idealizador da competição e as 13 equipes convidadas foram: Uruguai, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru, Bélgica, França, Iugoslávia, Romênia, México e Estados Unidos.

O formato de disputa foi uma fase de grupos, seguida por eliminatórias. Foram marcados 64 gols em 17 partidas e a primeira seleção campeã de uma Copa do Mundo de futebol foi a uruguaia, que derrotou os argentinos na final por 4 a 2 no estádio Centenário. O Brasil foi eliminado ainda na primeira fase, mas entrou para história da competição com Preguinho, autor do primeiro gol do Brasil em Copas do Mundo.
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COPA DO MUNDO 34

Em 1934, na segunda edição, a Itália, disputando a competição em casa, conquistou o primeiro dos seus três títulos mundiais. Com vários jogadores descendentes de italianos, a seleção italiana bateu a Checoslováquia na decisão e Schiavo virou o herói do título ao marcar o gol da vitória por 2 a 1.

O campeonato, no entanto, não contou com a participação do Uruguai, que boicotou a competição, já que alguns europeus fizeram o mesmo na Copa do ano anterior. A seleção da Áustria se destacou e ficou conhecida como "time maravilha". A segunda edição da Copa do Mundo de futebol contou com 16 países participantes e em 17 partidas foram marcados 70 gols.

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COPA DO MUNDO 38

A Copa de 1938 foi a última antes da Segunda Guerra Mundial. A França foi o país sede da competição que reuniu 15 países. Novamente a Itália sagrou-se campeã, derrotando a Hungria por 4 a 2 na final. Nesta edição, o Brasil conseguiu pela primeira vez ir bem, chegando inclusive até as semifinais, sendo eliminado pelos italianos.

Leônidas da silva, o "Diamante Negro", terminou a competição como artilheiro, com oito gols marcados em apenas quatro jogos. Neste ano, a Espanha não participou devido aos conflitos da Guerra Civil no país. Durante a disputa dos 18 jogos, foram marcados 84 gols. A seleção da Hungria sozinha, fez 15. O Brasil terminou na terceira posição.

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COPA DO MUNDO 50

Por causa da Guerra, a Copa do Mundo só voltou a ser disputada em 1950. A Europa estava devastada e sem condições de sediar tal competição, o Brasil que havia acabado de construir o Maracanã, era o único candidato. A seleção brasileira empolgava os torcedores aplicando goleadas arrasadoras como 6 a 1 sobre a Espanha e 7 a 1 na Suécia.

Assim, o Brasil chegou a final diante do Uruguai precidando apenas de um empate para assegurar o título. No entanto, com o Maracanã lotado, os uruguaios venceram por 2 a 1 com gol de Ghiggia, e calaram o estádio, maior do mundo naquela época. Até hoje, o goleiro Barbosa é lembrado por alguns brasileiros como maior culpado pela derrota. Treze seleções vieram ao Brasil disputar a competição e em 22 jogos, as redes balançaram 88 vezes.

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COPA DO MUNDO 54

A Europa voltou a sediar uma Copa do Mundo em 1954, após 16 anos e desta vez a competição aconteceu na Suíça. Comandada pelo craque Ferenc Puskas, a Hungria era a sensação do momento no mundo do futebol. Sustentando uma invencibilidade de cinco anos, os húngaros golearam a Coréia do Sul por 9 a 0, 8 a 3 sobre os reservas da Alemanha Ocidental e, em uma batalha que ficou conhecida como "Batalha de Berna", derrotaram o Brasil por 4 a 2.

Com uma média de gols de 5, 38 por jogo, a Copa de 54 ficou marcada como a Copa das goleadas. E assim como aconteceu em 50, quando o Brasil perdeu para o Uruguai, a zebra deu o ar da graça na Suíça. No jogo da final, os húngaros a Alemanha Ocidental, e começaram vencendo por 2 a 0. Porém os adversários empataram e aos 39 minutos do segundo tempo viraram o placar, fazendo da Alemanha a campeã deste ano. Em 54, 16 seleções participaram da Copa e em 26 partidas foram marcados incríveis 140 gols.

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COPA DO MUNDO 58

Em 58, o mundo conheceu Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos. Com apenas 17 anos, o rei do futebol começou a encantar o mundo na Copa da Suécia, e ajudou o Brasil a conquistar o primeiro título mundial. A seleção brasileira daquele ano ficou eternizada, afinal, além de Pelé, contou com Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Bellino, Orlando, Zito, Didi, Zagallo, Vavá, e para fechar com chave de ouro: Garrincha.

Contra País de Gales, nas quartas-de-final, Pelé marcou talvez o gol mais famoso da sua carreira, na vitória por 1 a 0 da seleção. A seleção canarinho enfrentou os suecos na grande final da competição e derrotou os donos da casa por 5 a 2. Além dos brasileiros, na equipe da França Just Fontaine se destacou na competição e tornou-se o artilheiro, com 13 gols. Foram 16 países participantes e em 35 jogos as redes balançaram 126 gols.

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COPA DO MUNDO 62

Após encantar-se com Pelé no ano anterior, na Copa do Chile, em 1962, o mundo viu Garrincha brilhar nos gramados e ajudar a levar o Brasil a mais um título mundial. Com praticamente os mesmos companheiros de 58 na seleção, o atacante das pernas tortas fez partidas brilhantes. Logo no início da competição o Brasil já sofreu um enorme baque: Pelé se contundiu contra a Checoslováquia, ainda no segundo jogo e ficou de fora das outras partidas, dando lugar a Amarildo.

Na final, a equipe brasileira derrotou os checos por 3 a 1 e conquistou o bi-campeonato mundial. As classificatórias para a Copa de 62 contaram com um número recorde de seleções participando, 56 ao todo. E para a disputa da Copa, França e Suécia, que não conseguiram classificação nas eliminatórias não disputaram o mundial no Chile. Equilibrada, a competição teve seis jogadores como artilheiros, empatados com quatro gols cada: Garrincha, Vavá, Leonel Sánchez (Chile), Albert (Hungria), Jerkovic (Iugoslávia) e Ivanov (URSS). As 16 seleções, protagonizaram 32 partidas, com 89 gols ao todo.

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COPA DO MUNDO 66

A Copa de 1966, disputada na Inglaterra, deu o único título mundial aos ingleses, mas até hoje muitas pessoas contestam o feito. Na final, contra a Alemanha Ocidental, a partida terminou empatada em 2 a 2. Na decisão, Hurst marcou um gol ilegal, afinal a bola não cruzou a linha. Mas os ingleses venceram por 2 a 0 e ficaram com a taça. Neste ano, a celebridade da competição foi o cachorro Pickles, que achou a Taça Jules Rimet, roubada às vésperas da Copa.

A campanha do Brasil não foi nada boa. A seleção, atual bicampeã da época foi eliminada ainda na primeira fase, com duas derrotas e apenas uma vitória. Esta Copa marcou os brasileiros, já que foi a última vez que Pelé e Garrincha estiveram em campo juntos. A Itália também foi eliminada na primeira fase ao perder para Coréia do Norte por 1 a 0. Em 66, o português Eusébio foi o artilheiro da competição com nove gols. Além dele, também se destacaram em terras inglesas, o alemão Beckenbauer e os ingleses Banks, Hurst e Bobby Charlton. Em 32 partidas foram marcados 89 gols.

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COPA DO MUNDO 70

Com a ditadura militar instalada no Brasil, em 70, os brasileiros tinham na seleção do país a forma de esquecer os problemas e extravasar. E com Rivelino, Gérson, Pelé, Carlos Alberto Torres, Jairzinho e companhia, eles viram o Brasil conquistar o título e o tricampeonato mundial no México, com um futebol alegre, tipicamente brasileiro. O feito só seria repetido 24 anos mais tarde, em 94, quando o país conquistou o tetra.

A data marcou a despedida de Pelé, que aos 29 anos encerrava sua participação em Copas do Mundo. Sob o comando de Zagallo, que substituiu João Saldanha, o Brasil venceu as seis partidas de forma impecável. Na final, os italianos foram as vítimas e sofreram uma histórica goleada por 4 a 1. O artilheiro da competição foi Gerd Müller, da Alemanha, com 10 gols, o brasileiro Jairzinho marcou sete vezes. Em 32 partidas as redes balançaram 95 vezes.

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COPA DO MUNDO - 1974

Trinta anos depois de conquistar seu primeiro título mundial, em 1954, na Suíça, a Alemanha Ocidental recebeu a Copa do Mundo de 1974 com a missão de faturar o bicampeonato. E conseguiu. Na final contra a Holanda, que encantou o mundo com um futebol ofensivo, os anfitriões derrotara a "Laranja Mecânica" por 2 a 1. Na terceira colocação, ficou a Polônia do atacante Lato, que foi o artilheiro do Mundial com 7 gols.

Na segunda fase, a seleção brasileira, que defendia o título, foi eliminada pela Holanda do craque Johan Cruyff, por 2 a 0.

Nessa Copa, uma partida entrou para a história. Pela primeira fase, a Alemanha Oriental venceu a Ocidental por 1 a 0 e terminou na liderança do grupo.

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COPA DO MUNDO - 1978

A Copa do Mundo de 1978, assim como a anterior, terminou com a seleção anfitriã levantando a taça. Celebrada por apresentar um futebol com grande qualidade, a Argentina, enfim, sentiu o gostinho de ser campeã mundial. Como o país vivia sob forte ditadura, houve ameaça de desistência de algumas seleções, porém todas as 16 classificadas disputaram a competição.

A seleção argentina mostrou muita força e, apesar das dúvidas quanto à parcialidade da arbitragem, levou o título mundial ao bater a Holanda na final, por 3 a 1, com dois gols na prorrogação. A festa foi ainda melhor em função da artilharia de Mário Kempes, que assinalou seis gols.

A grande polêmica da competição, que persiste até hoje, aconteceu no duelo entre Argentina e Peru, pela segunda fase. Os argentinos necessitavam vencer por, pelo menos, 4 a 0 para avançar à final e eliminar o Brasil. O jogo terminou 6 a 0 para os donos da casa e as maiores suspeitas recaíram sobre o goleiro da seleção peruana, Quiroga, argentino de nascença, que teria facilitado a vida dos adversários.

Invicto nas sete partidas que disputou, o Brasil eliminou a Itália na disputa do terceiro lugar, por 2 a 1, e voltou para casa como "campeão moral".

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COPA DO MUNDO - 1982

Pela primeira vez disputada por 24 seleções, a Copa de 1982, na Espanha, foi daquelas em que a seleção que apresentou o futebol mais bonito, empolgante e envolvente, acabou sendo eliminada.

O Brasil atropelou todos os adversário na primeira fase e despontou como favorita ao tetra. Já a Itália, que viria a ser campeã, foi aos trancos e barrancos. A "Squadra Azzurra" empatou três vezes na primeira fase e se classificou pelo número de gols assinalados.

Na segunda fase, o Brasil de Zico, Falcão e Sócrates encarou os italianos no estádio Sarriá. Por ter feito uma campanha superior, a seleção canarinho jogava pelo empate, no entanto, foi eliminada ao perder por 3 a 2, com direito a três gols de Paolo Rossi, que ainda não havia balançado as redes no mundial. O atacante da "Azzurra" foi o artilheiro da Copa, com seis gols.

Na grande final, a Itália bateu a Alemanha Ocidental, 3 a 1, no Santiago Bernabéu, e conquistou o tricampeonato. A terceira posição ficou com a Polônia.

A maior goleada da história da competição aconteceu nesta Copa. A Hungria venceu a seleção de El Salvador, por 10 a 1.

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COPA DO MUNDO - 1986

Depois de ver o Brasil ser campeão em 1970, o México teve a honra de ser palco do bicampeonato da seleção argentina, comandada pelo craque Diego Armando Maradona, autor do famoso gol de mão.

Embora não tenha sido a final da Copa, a partida contra a Inglaterra é a mais lembrada do Mundial. Na ocasião, os argentinos levaram a melhor sobre os ingleses, por 2 a 1, com direito a dois gols históricos. O primeiro foi o polêmico e eterno gol de mão, que Maradona classificou como "a mão de Deus". O segundo é considerado um dos gol mais bonitos da história das Copas. Maradona arrancou com a bola dominada em seu próprio campo, driblou diversos adversários, inclusive o goleiro, e tocou para o fundo da rede. No final da partida, Gary Lineker, artilheiro do mundial com seis gols, descontou.

Em uma das finais mais emocionantes das Copas, a Argentina bateu a Alemanha Ocidental pelo placar de 3 a 2 e ficou com o bicampeonato. A terceira posição ficou com a França.

A seleção brasileira empatou em 1 a 1, com a França, mas amargou uma eliminação nos pênaltis, nas quartas de final, por 4 a 3.

Mais uma vez uma seleção que chamou a atenção do mundo ficou pelo caminho. Em 86, foi a vez da Dinamarca, que recebeu o apelido de "Dinamáquina", mas encerrou sua participação no mundial ao ser goleada pela Espanha, por 5 a 1.

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COPA DO MUNDO - 1990

A Copa do Mundo da Itália é tida como uma das piores entre todas as edições. Com jogos de baixo nível técnico, com pouca ofensividade e muita marcação, o placar da final não poderia ser outro: Alemanha 1 x 0 Argentina. O herói do terceiro título dos alemães, que se juntaram a Itália e Brasil, com três conquistas, foi o lateral Brehme, que aos 40 minutos da etapa final, marcou, de pênalti, o gol da vitória. A terceira posição ficou com a "Azzurra", que teve Schillaci, com seis gols, como artilheiro.

A seleção brasileira, comandada por Sebastião Lazaroni, é considerada, até hoje, uma das mais fracas da história. A equipe não passou das oitavas de final e, para piorar, foi eliminada pela Argentina, com gol do atacante Caniggia.

A sensação da Copa foi a seleção de camarões, que comandada pelo atacante Roger Milla, de 38 anos, foi até as quartas de final, quando foi eliminada pela Inglaterra.

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COPA DO MUNDO - 1994

Se a Copa de 1990 foi péssima para a seleção brasileira, que recebeu muitas críticas, a de 1994, nos Estados Unidos, marcou uma espécie de redenção, principalmente, para os jogadores remanescentes. Depois de 24 anos sem ver a cor do título, o Brasil se tornou o primeiro tetracamapeão do mundo.

Sob o comando do técnico Carlos Alberto Parreira e com a dupla de ataque Romário e Bebeto afiada, o Brasil, apresentando um futebol sem brilho, porém eficiente, foi derrubando seus adversário até chegar à final.

A decisão da Copa novamente foi entre Brasil e Itália. Quem ganhasse seria o primeiro e único tetracampeão mundial. Depois de 90 minutos de poucas chances e muito nervosismo, prevaleceu o empate em 0 a 0 e a taça seria decidida nos pênaltis. Romário, Branco e o capitão Dunga converteram para o Brasil, que venceu por 3 a 2, depois que Roberto Baggio, principal jogador da "Azzurra", chutou por cima do travessão do herói Taffarel, que pegou a cobrança de Massaro.

A Copa de 1994 teve boas surpresas. A Romênia, do craque Hagi e a Bulgária, de Stoitchkov, além da Suécia, que terminou na terceira posição, fizeram ótimas partidas.

A artiharia da competição foi dividida entre o russo Oleg Salenko e o búlgaro Stoitchkov, cada um com seis gols.

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COPA DO MUNDO - 1998

A Copa de 1998 marcou a entrada de uma estreante no hall das campeãs mundiais. A França, que sediou a competição, que pela primeira vez teve 32 equipes, faturou seu primeiro título, com direito a goleada sobre a seleção brasileira na conturbada final, no Stade de France.

Sem jogar uma Copa do Mundo desde 1986, a França, comandada pelo craque Zinedine Zidane, suou para chegar na decisão. Nas oitavas, eliminou o Paraguai por apenasa 1 a 0. Nas quartas, despachou a Itália nos pênaltis.

Nas semifinais, a França penou para bater a Croácia, maior surpresa da Copa, que terminaria em terceiro lugar. Após empatar em 0 a 0, o jogo foi para a prorrogação, onde Lílian Thuram, com dois gols, mandou a Croácia, do artilheiro Davor Suker, que marcou seis gols, para casa.

O Brasil também não teve moleza até à finalíssima. Depois de golear o Chile nas oitavas, a seleção canarinho derrotou a Dinamarca, por 3 a 2. Na emocionante semifinal, contra a Holanda, o empate em 1 a 1 prevaleceu e a vaga foi decidida nos pênaltis. A estrela do goleiro Taffarel brilhou mais forte, ele pegou duas penalidades e o Brasil venceu por 4 a 2.

Momentos antes da nebulosa final, o atacante Ronaldo sofreu uma convulsão e foi vetado, dando lugar a Edmundo. No hospital, o Fenômeno pediu para jogar e foi atendido pelo técnico Zagallo. Durante a partida, assim como o centroavante, o Brasil não viu a cor da bola e a França, com dois gols de Zidane e um de Petit, fez a festa em sua própria casa.

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COPA DO MUNDO - 2002

A Copa de 2002 organizada por Coreia do Sul e Japão, além de ter sido a primeira no Oriente, foi inovadora também por ter dois países como sede. Se na edição anterior o Brasil decepcionou, nesta a seleção brasileira, assim como Ronaldo, deu a volta por cima.

Comandada por Luiz Felipe Scolari, que foi muito criticado por não convocar o atacante Romário, em grande fase no futebol brasileiro, a seleção passou por Costa Rica, China e Turquia na primeira fase. Em seguida eliminou a Bélgica, pelas oitavas de final.

Considerada uma final antecipada da Copa, Brasil e Inglaterra, pelas quartas, foi o jogo mais dramático da campanha canarinho. Depois de sofrer um gol de Michael Owen, a seleção buscou a virada com gols de Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, que marcou um golaço de falta e foi expulso em seguida.

Na sofrida semifinal, o Brasil voltou a encontra os turcos e venceu com um gol salvador de Ronaldo, de biquinho, que mandou a Turquia, terceira colocada, para casa.

A final contra a Alemanha foi menos angustiante que os dois últimos jogos. Com dois gols de Ronaldo, o Brasil não deu chances aos alemães. A Copa marcou a recuperação do Fenômeno, que depois do fiasco em 98, sofreu com seguidas lesões no joelho. Ele foi o artilheiro do mundial, com nove gols. O capitão Cafu, que teve a honra de levantar a taça, se tornou o primeiro jogador da história a disputar três finais de Copa consecutivas.

A seleção do Senegal, estreante em mundiais, foi a grande surpresa. Com gol de Diop, os senegaleses venceram a França, então campeã mundial, na abertura da competição.

Em casa, a Coreia do Sul, chegou longe. Os anfitriões eliminaram Itália e Espanha e perderam apenas para a Alemanha, na semifinal.

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COPA DO MUNDO - 2006

Pela segunda vez a Alemanha sediou uma Copa do Mundo. No entanto, diferentemente de 1974, quando o país foi campeão, desta vez, os alemães caíram na semifinal e ficaram com a terceira posição. O prêmio de consolação para os donos da casa foi a artilharia do atacante Miroslav Klose, com cinco gols.

A Copa foi marcada por jogos com baixo nível técnico e poucos gols. E na final não foi diferente. No Estádio Olímpico de Berlin, a França abriu o placar com Zidane, de pênalti, mas cedeu o empate para a Itália, com um gol de cabeça do zagueiro Materazzi, ambos foram assinalados na etapa inicial. Os dois jogadores protagonizaram um lance histórico: o italiano xingou a irmã de Zidane, que revidou dando uma cabeçada no peito do adversário e recebeu o cartão vermelho. O ídolo francês, de forma melancólica, deixava o jogo e o futebol.

Na cobranças de pênalti, a Itália triunfou por 5 a 3. Esta foi a primeira vez na história, que a "Azzurra" venceu desta forma, já que foi eliminada em 1990, 1994 e 1998, pela própria França.

O sistema defensivo da seleção italiana, famosa por valorizar mais a defesa do que o ataque, se destacou. O goleiro Buffon e o zagueiro Cannavaro garantiam a solidez da defesa, enquanto os atacante se viravam para fazer gols lá na frente.

O Brasil foi eliminado, mais uma vez, pela França, nas quartas de final. Com laterais em má fase e Ronaldo e Adriano fora de forma, a seleção do técnico Carlos Alberto Parreira foi presa fácil para os franceses, que venceram por 1 a 0, gol de Henry. O veterano Zidane deu um show e mandou a seleção canarinho para casa mais cedo.

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