Quarta-feira, Maio 12, 2010

Botafogo

Torcidona

Invictus

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Jefferson, Herrera, Loco Abreu e Caio: Jogadores fundamentais.





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03-31-2010

"Feliz da criatura que tem por guia e emblema uma estrela. Por isso é que o Botafogo está sempre no caminho certo. O caminho da luz. Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus."

Armando Nogueira (1927 - 2010)

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CLUBE DE REGATAS BOTAFOGO

O pavilhão de regatas na enseada de botafogo.

No dia 1º de julho de 1894, nascia na praia de Botafogo o CLUB DE REGATAS BOTAFOGO. O clube ganhou esse nome em homenagem à enseada do bairro onde competiam os seus barcos. A sede era em um casarão, demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a Avenida Pasteur. Em 1889, surgiu uma lenda nas águas da Baía de Guanabara, a embarcação botafoguense Diva, que venceu todas as 22 regatas que disputou, sagrando-se campeã carioca.

O Club de Regatas Botafogo foi o primeiro clube carioca campeão brasileiro de alguma modalidade esportiva: de remo, em campeonato realizado no Rio de Janeiro em outubro de 1902, com a vitória do atleta Antônio Mendes de Oliveira Castro, que anos mais tarde viria a se tornar presidente do clube.

Os fundadores do Club de Regatas Botafogo: Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, João Teixeira, José Maria Dias Braga, Julio Kreisler, Julio Ribas Junior, Luís Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo.

Jogadores e fundadores, em 1904.
BOTAFOGO FOOTBALL CLUB

No ano de 1904, surgia no bairro de Botafogo um novo clube de futebol, o Electro Club, primeiro nome dado ao Botafogo Football Club. A associação nasceu de uma conversa entre dois amigos durante uma aula. Flávio Ramos e Emmanuel Sodré estudavam no colégio Alfredo Gomes e, durante uma aula de álgebra, nascia a primeira ideia de fundar um clube, através de um bilhete passado por Flávio a Emmanuel, que dizia: "O Ithamar tem um clube de football na Rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques". E assim tudo começou.

Esse bilhete foi interceptado pelo professor de matemática, general Júlio Noronha, que advertiu não ser aquele o momento mais apropriado para conversas daquele tipo, ressaltando, porém, que apoiava qualquer ideia relativa à prática de esportes. Estava dado então o primeiro passo para o nascimento do Glorioso".

Naquela mesma noite, Flávio Ramos conversou com Octávio Werneck, na Rua Voluntários da Pátria, e o convidou para criarem o novo clube. Finalmente, na tarde de 12 de agosto de 1904, o clube seria formado por um grupo de colegiais com idades entre 14 e 15 anos, no chalé de um velho casarão em ruínas da Rua Conselheiro Gonzaga, esquina da Rua Humaitá com Largo dos Leões, gentilmente cedido aos garotos por Dona Chiquitota, avó materna de Flávio, grande amiga e verdadeira mãe do clube que estava nascendo."

Os meninos, que residiam no bairro de Botafogo, reuniram-se com os outros amigos em um casarão no Largo dos Leões para fundar o Electro Club. Esse foi o primeiro nome dado ao Botafogo, pois os meninos decidiram cobrar mensalidade e acharam um talão de um extinto clube com esse nome, que resolveram então adotar. Mas o Electro Club só durou até o dia 18 de setembro, quando foi feita outra reunião na casa da avó de Flávio, Dona Chiquitota, que se assustou ao saber o nome do clube e então argumentou: "Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo", aconselhou Dona Chiquitota. E assim foi feito. O clube então passou a se chamar Botafogo Football Club.

O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca: derrota por 3 x 0. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano, 1 a 0, gol de Flávio Ramos. Em 1906, o time participou do primeiro Campeonato Carioca. No ano seguinte, terminou empatado com o Fluminense, sagrando-se campeão, em título reconhecido apenas em 1996.

O primeiro Campeonato Carioca conquistado e comemorado imediatamente após o apito final foi em 1910. Com uma campanha irrepreensível, marcada por sete goleadas, o clube não apenas foi campeão como ganhou o apelido de Glorioso. Dois anos mais tarde, novo título carioca.

Na década de 30, outra época gloriosa. O time conquistou o tetracampeonato carioca, de 1932 a 1935, feito inédito no Rio de Janeiro. Assim nascia o Botafogo Football Club, que depois de trinta e oito anos de existência uniu-se ao outro Botafogo, o de Regatas, dando início ao Botafogo de futebol e Regatas.

Fundadores: Álvaro Werneck, Arthur Cesar de Andrade, Augusto Paranhos Fontenele, Basílio Viana Junior, Carlos Bastos Neto, Emanuel de Almeida Sodré, Eurico Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Jacques Raimundo Ferreira da Silva, Lourival Costa, Octávio Werneck, Vicente Licínio Cardoso.

BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS

O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942, como resultado da fusão de dois clubes com o mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club. Os dois clubes tinham suas sedes no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e se uniram depois de um triste fato.

No dia 11 de junho de 1942, os dois clubes disputavam uma partida de basquete pelo Campeonato Estadual e o jogador Albano, do Botafogo F.C., durante o intervalo, caiu em quadra, vítima de um ataque fulminante. A partida foi interrompida a dez minutos do final, quando o placar marcava CRB 21x 23 BFC. O corpo de Albano saiu da sede de General Severiano e, quando passava em frente ao Mourisco Mar, o então presidente do C.R.Botafogo, Augusto Frederico Schimidt, disse: "Comunico nesta hora a Albano que a sua última partida resultou numa nítida vitória. O tempo que resta do jogo interrompido os nossos jogadores não disputarão mais". O então presidente do Botafogo Football Club, Eduardo Góis Trindade, respondeu: "Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor, o Botafogo!" Schimidt então selou a fusão: "O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?".

Com a fusão foram feitas apenas três alterações: a bandeira perdeu o escudo das letras entrelaçadas do CRB e ganhou a estrela solitária do Botafogo Football Club; a equipe passou a usar calções pretos e a bandeira ganhou um retângulo preto, com uma estrela branca ao alto. Nos anos 30, durante a cisão entre amadores e profissionais, o Botafogo conquistou o único tetra do Campeonato Carioca, representado por quatro estrelas acima do escudo na camisa. Atualmente, porém, o Botafogo não utiliza mais essas estrelas complementares, deixando apenas a do escudo e fazendo valer o apelido de Estrela Solitária.

O primeiro título veio seis anos depois, em 1948, com Carlito Rocha como dirigente e o cachorro Biriba como mascote, derrotando em General Severiano o lendário Expresso da Vitória, do Vasco da Gama. Os anos que se seguiram foram marcados por vitórias e ídolos. Em 1957, o título carioca foi conquistado com uma histórica goleada por 6 a 2 sobre o Fluminense. O time alvinegro reuniu craques como Garrincha, Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Amarildo, Paulo Valentim e Zagallo, conquistando três Campeonatos Estaduais, três Rio-São Paulo e servindo de base para a Seleção Brasileira que conquistou as Copas do Mundo em 1958 e 1962. Outro time glorioso foi o de 1967-1968, que conquistou o bicampeonato carioca e a Taça Brasil.

A volta dos títulos começou em 21 de junho de 1989, na histórica vitória de 1 x 0 sobre o Flamengo, quebrando o jejum de 20 anos com uma campanha invicta. No ano seguinte veio o bi, em 1993 a Copa Conmebol e, em 1995, o Campeonato Brasileiro, comandado por Túlio, Gonçalves e Donizete, entre outros. No mesmo ano, o clube voltou para a antiga sede, onde a torcida comemorou a Taça Guanabara (com 100% de aproveitamento) e o Campeonato Estadual de 1997. Para completar a década, o tetracampeonato do Rio-São Paulo em 1998.

Como nada é fácil para o Botafogo, o clube voltou a passar por dificuldades. A maior delas foi a queda para a Segunda Divisão em 2002. No ano seguinte, entretanto, abraçado por sua torcida, o time garantiu o acesso. Em reconstrução, o Botafogo conquistou o Carioca em 2006 e chegou a três finais consecutivas nos anos seguintes. Paralelamente a isso, em 2007 ganhou a licitação para administrar o Estádio Olímpico João Havelange durante 20 anos.

GALERIA


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O primeiro escudo do clube foi o do Club de Regatas Botafogo que, apesar de não ser oficial, era bastante utilizado popularmente. Nele, estavam representados a estrela (considerada, já na época, símbolo máximo do Botafogo), os remos e as iniciais do clube CRB entrelaçadas.
No uniforme, porém, os atletas não usavam esse escudo. A estrela era representada acima das letras entrelaçadas CRB.
Em 1919, no entanto, a estrela cresceu e o monograma passou a ser dentro dela.
Paralelamente a isso, em 1904, surgia o Botafogo Football Club e com ele um novo escudo. Desenhado a nanquim por Basílio Viana Júnior, um dos fundadores do clube, ele era inspirado em um escudo suíço, tinha o fundo branco, o contorno preto e, ao centro, o monograma BFC, as iniciais do clube.
Em 1942, com a fusão e o surgimento do Botafogo de Futebol e Regatas, o escudo sofreu alterações para se tornar o que conhecemos hoje. Ele permaneceu com o formato suíço do BFC, mas ganhou, no lugar das letras, a famosa Estrela Solitária. Outras mudanças ocorreram no fundo, que passou a ser preto, e no contorno que antes era formado por apenas uma linha negra e passou a ter dois contornos: o de dentro branco e o de fora negro.


O escudo do Botafogo não é apreciado somente por seus torcedores. Por mais de uma vez, o clube foi contemplado, mundo afora, por seu belíssimo escudo. Cabe ressaltar, pois, algumas destas premiações:


Em 1998, durante a IV Bienal Brasileira de Design Gráfico, realizada em São Paulo, os designers já haviam sentenciado o escudo do Botafogo como o que há de mais bonito no mundo. Para que se possa mensurar a importância de seu emblema, a Associação dos Designers Gráficos (ADG Brasil) realizou a mostra intitulada "50 Projetos Brasileiros". Entre os cinqüenta projetos (logotipos, cartazes, capas de livro, revistas, discos etc.), apenas três tinham relação com o futebol brasileiro: o cartaz da Copa do Mundo de 1950; a silhueta, estilizada por Aloísio Magalhães, de Pelé dando sua famosa bicicleta; e o símbolo do Botafogo de Futebol e Regatas, de 1942.

A revista japonesa T Sports Magazine publicou na sua edição de dezembro de 2008 uma lista com os 100 escudos de futebol mais bonitos do mundo. O júri, composto por integrantes de 15 países (Brasil, Inglaterra, Itália, França, Alemanha, Argentina, EUA, Rússia, Sérvia, Chile, Irã, México, Marrocos, Espanha e Japão - com cinco integrantes no júri). Nesta competição, não houve referência à atividade profissional dos votantes, o que em nada diminui ou contesta a vitória do Botafogo, por vezes eleito o escudo mais bonito do mundo. Na eleição dos 100 mais bonitos da revista japonesa T Magazine, os dez primeiros foram, nesta ordem: Botafogo (Brasil), Liverpool (Inglaterra), Sampdoria (Itália), Olympique Marseille (França), Oulu (Finlândia), Boca Juniors (Argentina), Falkirk (Escócia), Ghuangzhou GPC (China), Air India (Índia) e Galatasaray (Turquia).

Confira aqui a lista completa.


Em 2009, foi a vez do site Esporte Fino promover uma eleição para escolher os escudos mais bonitos do planeta. A enquete ganhou destaque na Rádio Globo, Rádio Bandeirantes e no L Lancenet!. Para elaborar a eleição, os autores do site fizeram uma pré-seleção e, durante este processo, contaram com o suporte do jornalista e historiador Rodolfo Rodrigues, autor do livro Escudos dos Times do Mundo Inteiro. Desta forma, chegaram à fase final 128 escudos de 45 países. Para definir os dez, a equipe do site convidou seus eleitores, a fim de buscar imparcialidade: jornalistas e especialistas em design, como Helena Jacob (jornalista, professora em design gráfico e mestra em semiótica), Maurício Noriega (SporTV), Everaldo Marques (ESPN Brasil), Mauro Beting (Rádio Bandeirantes, TV Band, Band Sports), Rodolfo Rodrigues (jornalista, historiador e autor do livro supracitado), além dos quatro jornalistas responsáveis pelo site. Por mais uma vez, o Botafogo encabeçou a lista, seguido por Celtic Glasgow (Escócia) e Juventus (SP).


OUTROS SÍMBOLOS
Além dos tradicionais escudos, o clube também tem outros símbolos. Seus mascotes e campanhas são exemplo disso.


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Os hinos populares dos clubes cariocas são, sem dúvida, os mais cantados, conhecidos e popularizados do futebol brasileiro. Isso só ocorreu quando o compositor de inúmeras marchinhas de carnaval de grande sucesso, principalmente nas décadas de 1940 e 1950, o apaixonado torcedor do América, Lamartine Babo, compôs os hinos dos seis grandes clubes do Rio: além do Botafogo, América, Bangu, Flamengo, Fluminense e Vasco.

Foi em 1942, data da sua composição, que a versão mais moderna passou a dominar o conhecimento popular: os hinos de Lamartine Babo passaram a ser tocados nos salões dos clubes em seus bailes de carnaval e, aos poucos, foram cada vez mais levados para a vida do clube e, principalmente, para os jogos no Maracanã.

Botafogo, Botafogo, campeão desde 1910
Foste herói em cada jogo, Botafogo
Por isso é que tu és e hás de ser
Nosso imenso prazer
Tradições aos milhões tens também
Tu és o Glorioso,
Não podes perder, perder pra ninguém.

Noutros esportes tua fibra está presente
Honrando as cores do Brasil de nossa gente
Na estrada dos louros, um facho de luz
Tua Estrela Solitária te conduz


Apesar de ser o mais conhecido, o hino composto por Lamartine Babo não é o oficial do clube. Na verdade, o Botafogo tem dois hinos oficiais, um dedicado ao futebol e o outro ao remo (os dois principais esportes do clube).

O Hino Oficial do Futebol tem letra de Octacílio Gomes e música de Eduardo Souto.

Botafogo Gentil!
Pura Glória do esporte brasileiro
A expressão mais viril
Da energia e do brio verdadeiro!
A lutar com afã
Tu farás, corrigindo a juventude,
Que o Brasil de amanhã
Seja a pátria da força e da saúde
Teu futuro e teu passado
Defendidos sem repouso
Façam sempre respeitado
Esse teu nome glorioso!
O alvinegro pendão,
O caminho a apontar-nos da vitória
Do Cruzeiro o clarão
As estrelas traduza a nossa glória!
Não te falte jamais
Da ousadia a nobreza e o puro fogo
Que o primeiro, entre os mais,
Há de ser ó glorioso Botafogo
(estribilho: Teu futuro e...)


O Hino Oficial do Remo foi composto por Alberto Ruiz.

Salve ! Ó Club,
dos mais-mais antigo,
que na glória e fama és sublime,
o esplendor do teu vulto se exprime
pela força que vive contigo.
Botafogo qual nave imensa?de velas pandas sobre o mar?nao há perigo que não vença?para as vitórias alcançar
Nem há mais que em valor os iguale?na defesa da Estrela Isolada?que guarnece a bandeira adorada?que à da patria gentil equivale.


Cantar o hino do clube no estádio virou uma prática comum a todos; para a torcida alvinegra, no entanto, o hino do clube é mais que uma simples canção: é a origem de uma força incomum que faz cada torcedor e cada jogador reagir. Toda vez que o time se encontra em situação difícil, ouve-se ecoar no estádio a letra do hino mais conhecido do Rio de Janeiro. E na maioria das ocasiões dá certo: o time reage e acaba arrancando vitórias dramáticas e emocionantes.

Com a evolução do futebol, do espetáculo das bandeiras e das camisas, outros cânticos foram introduzidos nos repertórios das torcidas. A do Botafogo, na década gloriosa de Garrincha, incorporou trechos de sucessos de cantoras e torcedoras apaixonadas, como Emilinha Borba e Beth Carvalho. Até hoje esses refrões são ouvidos em jogos do Alvinegro:


"Se a canoa não virar, olê, olê, olá, eu chego lá";

"Você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão/ Chora, não vou ligar, chegou a hora, vais me pagar, pode chorar, pode chorar".


Em 2007, uma nova canção surgiu nos estádios. Versão de uma música cantada pelos torcedores do Porto, a torcida botafoguense deu um show cantando em uma só voz a linda letra de "Ninguém Cala":


E ninguém cala esse nosso amor
E é por isso que eu canto assim, é por ti Fogo
Fogooo
Fogooo

Entoada constantemente no espetacular cenário do mais moderno estádio brasileiro, a casa do Botafogo, a canção caiu no gosto popular e na admiração de todas as torcidas, tornando-se praticamente o segundo hino do Glorioso.
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Baixe o Hino Popular


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Sul-Americanos

Copa Conmebol: 1993

Nacionais
Taça Brasil: 1968
Campeonato Brasileiro: 1995

Regionais
Copa dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo: 1931
Torneio Rio-São Paulo: 4 vezes
1962, 1964, 1966 e 1998

Estaduais
Campeonato Carioca: 19 vezes
1907**, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933,1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967,1968, 1989*, 1990, 1997, 2006, 2010
(O único TETRA do Rio).
Torneio João Teixeira de Carvalho: 1958*
Taça Guanabara: 6 vezes
1967, 1968*, 1997***, 2006, 2009, 2010
Taça Rio: 5 vezes
1989*, 1997*, 2007, 2008, 2010
Taça Augusto Pereira da Mota: 1975
Taça José Vander Rodrigues Mendes: 1976
Torneio Início: 8 vezes
1934, 1938, 1947, 1961, 1962,1963, 1967 e 1977
Torneio Municipal: 1951
Taça Cidade Maravilhosa: 1996

Observações:
1) A Taça Augusto Pereira da Mota e a Taça José Vander Rodrigues Mendes eram equivalentes ao segundo turno do Campeonato Carioca.
2) A Taça Cidade Maravilhosa foi chamada de Campeonato Carioca porque era disputada apenas por clubes do município do Rio.
* Invicto.
** Dividido com o Fluminense.
*** Invicto com 100% de aproveitamento: 12 vitórias em 12 jogos.

Internacionais
Torneio Internacional da Colômbia: 1960*
Torneio Pentagonal do México: 1962
Torneio Internacional de Paris: 1963*
Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol de La Paz: 1964*
Torneio Quadrangular do Suriname: 1964*
Torneio Ibero-Americano (Quadrangular de Buenos Aires): 1964
Copa Carranza de Buenos Aires: 1966*
Taça Círculo de Periódicos Esportivos (Venezuela): 1966
Torneio de Caracas - Pequena Copa do Mundo: 3 vezes
1967*, 1968*, 1970*
Torneio Hexagonal do México: 1968*
Torneio de Genebra: 1984*
Torneio de Berna: 1985*
Torneio Pentagonal da Costa Rica: 1986*
Taça Cidade Palma de Mallorca: 1988*
Torneio da Amizade de Vera Cruz (México): 1990*
Torneio Internacional Triangular Eduardo Paes: 1994*
Taça Tereza Herrera: 1996*
Copa Nippon Ham: 1996*
III Torneio Presidente da Rússia: 1996*
Copa Peregrino: 2008*
* Invicto.

Outras conquistas
Torneio Triangular de Porto Alegre: 1951*
Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro: 1954*
Torneio Quadrangular de Belo Horizonte: 1964*
Torneio Quadrangular de Teresina: 1966
Torneio Independência do Brasil (Brasília): 1974*
Torneio Ministro Ney Braga (Belém): 1976
Torneio 23º Aniversário de Brasília: 1983*
Torneio da Capital e do Interior/RJ: 1995
Copa Rio-Brasília: 1996*

Não-profissionais:
Campeonato Carioca de Segundos Quadros: 6 vezes
1906, 1907, 1909,1910, 1915, 1922
Torneio Início Amador: 1944
Campeonato Carioca de Amadores: 3 vezes
1942/1943/1944
Campeonato Carioca de Aspirantes: 5 vezes
1944/1945, 1958/1959, 1965
Campeonato Carioca de Terceiros Quadros: 5 vezes
1915/1916, 1920, 1928, 1931
Troféu Fernando Loreti de Aspirantes: 1943
* Invicto.
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HISTÓRIA

Construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o Estádio Olímpico Municipal João Havelange foi erguido pela prefeitura no antigo terreno da Rede Ferroviária Federal, na Rua José dos Reis, no bairro do Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurado no dia 30 de junho de 2007, com a vitória do Botafogo por 2 a 1 sobre o Fluminense, o estádio é considerado o mais moderno da América Latina e o quinto mais moderno do mundo.

O sonho do Botafogo de ter seu próprio estádio virou realidade em agosto de 2007, quando o clube venceu a licitação realizada pela prefeitura. O clube, então, passou a mandar seus jogos no local, além de administrá-lo e explorá-lo comercialmente. Em 2009, o Botafogo contratou a empresa Pepira Empreendimentos Ltda. para auxiliar o clube na exploração do estádio. Uma das primeiras medidas adotadas pela empresa foi a alteração do nome para Stadium Rio.

Além do campo de futebol com grama natural, de dimensões de 105 x 68m, o estádio conta com uma pista de atletismo, com nove raias no padrão standard da IAAF, dois setores para salto triplo e em distância, um para salto com vara, outro para salto em altura e uma pista de dardo. Há ainda um campo anexo destinado a treinamentos e uma pista de atletismo interna para aquecimento. O Stadium Rio atualmente tem capacidade para 46 mil pessoas e há um projeto de ampliação para 60 mil espectadores visando aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

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"O Botafogo é uma fortaleza, e sua torcida jamais se renderá"

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